Coater - Notícia
Logo - Coater

Notícia




Projeto Batata Doce

02/06/2015

A cadeia produtiva da cultura da batata doce envolveu 21 assentamentos através de reuniões, onde cada produtor assentado, decidiu sobre a adesão ou não ao projeto, assim, vivenciando todas as etapas da cadeia produtiva: organização, interesse e desinteresse durante o processo, aquisição da batata semente, adesão do fornecedor da batata semente, logística, preparo de solo, insumos, clima, comercialização e influência do meio ( oferta e procura – competitividade) e ainda a propagação das ramas entre os grupos de produtores envolvidos.

A Cadeia de Olerícolas da Cultura da Batata Doce, é um projeto criado a partir da construção participativa com produtores assentados, vem ao encontro da necessidade do INCRA em perceber o amadurecimento da assistência técnica, em conjunto com nossos agricultores. Dessa forma, a equipe técnica da COATER, foi buscar parceiros para executar a primeira etapa da cadeia, de entender sobre a cultura e a relação custo - benefício, tendo a cultura respondido às expectativas de produtividade, baixo custo no que se refere ao uso de insumos e defensivos e a facilidade de produção. A equipe técnica, partiu também em busca da etapa mais importante desta cadeia, o da comercialização, através da parceria positiva com a empresa Batatas Portela. Foram organizadas reuniões de fomento da cultura e os procedimentos da cadeia, cada etapa que o produtor teria que passar foi orientado minunciosamente pela equipe técnica, incluindo dias de campo, todavia, alguns produtores ficaram pelo caminho, alguns na fase do fomento, outros na fase de preparo de solo e plantio, a maioria no entanto, na fase de desenvolvimento da cultura, passando do plantio da batata semente ao transplantio das ramas, devido às condições climáticas do ano.

No momento, acontece a colheita, destaque para o assentamento Dois Irmãos, aonde os agricultores (15 famílias) estão alcançando excelentes resultados.

“A cadeia produtiva da batata doce agrega um valor relativamente alto numa pequena área. Estamos no ciclo da colheita, todos tiveram a mesma orientação, porém nem todos seguiram. Agora podem observar a diferença nos resultados: um produto com qualidade e uma produtividade acima da média. A meta prevista era de 2.500 a 3.000 caixas por alqueire e a colheita está além dessa expectativa, entre 4.000 a 4.500 caixas por alqueire. Mesmo o mercado estando abarrotado do produto, pela excelência do produto, alguns produtores como Jorge e Marcelina Sigari, Maria Rosa, dentre alguns outros conseguiram escoar a produção para um comprador de Ibutirama que leva para Piedade o produto para ser beneficiado, classificado e depois segue para o CEAGESP SP.”

O Engenheiro agrônomo Renan Guedes, do setor de organizações, comenta o sistema implantado: “As famílias estão trabalhando no ciclo da colheita realizando mutirões remunerados, ou seja, a mão de obra está no próprio assentamento e o suporte é mútuo entre os produtores, o que estimula também a troca de informações e novos aprendizados. O preço desfavorável atual de 9 reais a caixa com 25 a 28kg de batata doce tem sido compensado pela alta produtividade. Tanto que vários produtores ficaram entusiasmados e já iniciaram a implantação da cultura em novas áreas.”

FONTE: JORNAL O FOCO - Edição de 02/06/2015 - Jornalista - José Carlos Bossolan